PERÍCIA

Varal de luzes causou morte de mãe e filho em pousada de Maragogi

Perícia aponta falha em instalação de energia na área da piscina do estabelecimento
Por Redação 06/02/2026 - 11:09
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Perícia Oficial
Conjunto estava ligado a um ponto de energia em desacordo com a norma ABNT NBR 5410
Conjunto estava ligado a um ponto de energia em desacordo com a norma ABNT NBR 5410

O Instituto de Criminalística de Maceió informou, nesta sexta-feira, 6, a conclusão do laudo sobre as mortes de Luciana Klein Helfstein, 39, e do filho Arthur Klein Helfstein Alves, 11, em Maragogi. O documento aponta falha em instalação de energia na área da piscina da pousada.

O material pericial foi encaminhado à Delegacia de Maragogi e indica que mãe e filho sofreram choque por eletricidade ao entrar na piscina do hotel. A apuração confirma a causa já identificada pelo Instituto Médico Legal em exame concluído anteriormente.

A linha de apuração teve início após os óbitos registrados no dia 4 de janeiro. As vítimas foram encontradas desacordadas na piscina e levadas à UPA de Maragogi. No atendimento, as mortes foram confirmadas e o local passou por isolamento para coleta de vestígios.

Durante a análise, peritos identificaram um sistema de iluminação instalado no entorno da piscina. O conjunto estava ligado a um ponto de energia em desacordo com a norma ABNT NBR 5410 (2004). Um plugue em contato com uma estrutura de metal permitiu a passagem de energia pelo local.

Medições apontaram presença de 220 volts na estrutura de metal próxima à piscina. Segundo o laudo, o contato de pessoas com água e superfícies energizadas cria risco de choque. As condições do ambiente permitiram a condução de energia pelo corpo das vítimas.

“Verificamos que o conector tipo plugue macho, situado no flanco direito do conjunto, encontrava-se em contato direto com a estrutura metálica do guarda-corpo, promovendo a energização acidental de toda a referida estrutura. Medições técnicas realizadas no local confirmaram um potencial elétrico de aproximadamente 220 V (duzentos e vinte Volts) na superfície metálica”, explicou Diozênio Monteiro, especialista em engenharia elétrica.

Como aconteceu

A dinâmica foi definida após exame do local e de imagens de câmeras. O filho encostou na estrutura de metal e sofreu descarga. A mãe, ao tentar auxiliá-lo, tocou o mesmo ponto e também recebeu o choque. Ambos afundaram em seguida.

Os laudos do Instituto de Criminalística e do IML foram enviados à Polícia Civil. A investigação segue para apurar responsabilidades. A pousada informou, em nota, que presta esclarecimentos às autoridades e aguarda o encerramento do inquérito.


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